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A tradicional família mineira


de Cleiber Andrade

 

PARA EVITAR POLÊMICAS...

 

SOU mineiro. Minha mulher é mineira. Meu filho é mineiro. Meus netos são mineiros.

E que orgulho temos do nosso Estado, das nossas Montanhas, do nosso civismo, da nossa cultura, das nossas tradições e, sobretudo, da nossa história, berço de lutas pela liberdade e Independência do Brasil!

TUDO o que acontece ao curso dos três atos da peça é válido para qualquer estado do Brasil. É uma estória rotineira que se repete em todas as partes do mundo. Apenas, em Minas, ela ganha relevo e conotações peculiares a certas famílias de comportamento radicalmente conservador.

A tradição da família mineira deixou de ser, para alguns esnobes e falsos puritanos, fruto da excelente índole da gente das Alterosas, para converter-se em tabu e alimentar preconceitos. Conservadores exacerbados condenam a evolução do comportamento em sociedade, fiéis a princípios hipócritas sepultados pelo progresso. Não se rendem à evolução dos tempos.

É a custa desses esnobes e falsos puritanos, cevados no poço da hipocrisia social como peixes em extinção, e que se arvoram em representantes da tradicional família mineira, que nos divertimos ao longo dos três atos da peça...

SABE o respeitável público que há esnobes em todos os estados do Brasil e em todos os lugares do mundo. Minas não é, portanto, uma exceção. Apenas, aqui, os esnobes e falsos puritanos ganham um relevo diferente, em virtude de uma propaganda diferente, de certas famílias diferentes, que vivem sob a hospitalidade das montanhas das Gerais e hoje fazem parte do folclore nacional.

ACREDITAMOS nas tradições da família mineira como símbolo da formação cívica e cristã que recebemos de nossos antepassados. Conservar este símbolo e transferi-lo aos nossos filhos é um dever histórico. Podar excessos, é viver em harmonia com a realidade dos dias presentes. A verdade de ontem pode não ser a verdade de hoje. O progresso é dinâmico. Os que se arvoram em defensores da verdade estática, acabam se transformando em pregoeiros de conceitos ridículos, que provocam hilariedade quanto mais o tempo os distancia da dinâmica do progresso.

NOSSO orgulho está vinculado ao papel de relevo que ao longo da história pátria sempre foi reservado a Minas em todos os cometimentos da vida nacional, desde os primeiros vagidos de nossa história.

A PEÇA focaliza as escassas exceções injustamente praticadas em nome de A TRADICIONAL FAMÍLIA MINEIRA.

Cleiber ANDRADE

  

R$ 18,00

Formato: 14 x 21

Acabamento: Brochura (lombada quadrada)

Número de Páginas: 68

Editora: SuaEditora
 

   

 


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Cleiber Andrade é mineiro de Conselheiro Lafaiete - MG. Escritor, dramaturgo e poeta, estreou em 1947 com a comédia de costumes UM DIA A CASA CAI... A seguir, ganhou os aplausos do público e da crítica com as peças ZERO HORA, UM ANJO CAIU DO CÉU..., inseridas na coleção do Teatro Nacional, da Editora Talmagráfica - Rio de Janeiro, DIVA, UM CAPIAU NA SOCIETY, A TRADICIONAL FAMÍLIA MINEIRA, O CACHECOL AZUL, ZÉ DO PINHO, O TRAPACEIRO, entre outras.  Escreveu especialmente para Procópio Ferreira, TRÊS DIAS SEM DEUS, que o saudoso e genial ator incorporou ao seu repertório e encenou por todo o Brasil.

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