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Vozes da terra e outras vozes

O poeta não pode se calar. Ainda que todos os demais se resignem, ele não escolhe o silêncio frente ao que considera injusto.Cleiber Andrade é uma dessas vozes que se levantam para despertar, com seus brados, a massa sonolenta. Sua estréia como autor se deu em 1947 e, desde então, suas inúmeras obras teatrais e poéticas vem obtendo excelente recepção junto ao público e especial referência crítica.
Neste VOZES DA TERRA E OUTRAS VOZES... , Cleiber dá ao leitor um caminho fácil através do difícil tema da injustiça social. Com versos sempre cristalinos, sem malabarismos desnecessários na forma, sua palavra é envolvente do início ao fim, obrigando à leitura de um só fôlego. A princípio, bebendo na fonte bíblica, Cleiber conta a gênese à sua maneira, enfatizando a perfeição da obra divina que será pouco a pouco corrompida pelos homens. Desta forma, ele monta seu "teatro da vida", no qual os homens são os atores, os conflitos humanos, o tema, e a terra, o latifúndio improdutivo e sua posse , o palco sobre o qual tudo se desenrola e pelo qual, todo ato vil contra o próximo encontra plena justificação.
Este extenso poema de protesto intitulado VOZES DA TERRA E OUTRAS VOZES... encantará o leitor e, sobretudo, o fará pensar. Mas é bom lembrar que ele surgiu, como nos conta o próprio autor, da visão crua, na beira da Rio-Bahia, de uma menina de 14 anos obrigada a prostituir por força da miséria. Este único fato - um entre milhares que nos cercam - já justifica todo o livro e é suficiente para ficarmos gratos de que ao menos o poeta não se cale.
SÉRGIO VALE - Escritor e Editor
| R$ 15,00 |
Formato: 14 x 21 Acabamento: Brochura (lombada quadrada) Número de Páginas: 86 Editora: Komedi |
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Cleiber Andrade é mineiro de Conselheiro Lafaiete - MG. Escritor, dramaturgo e poeta, estreou em 1947 com a comédia de costumes UM DIA A CASA CAI... A seguir, ganhou os aplausos do público e da crítica com as peças ZERO HORA, UM ANJO CAIU DO CÉU..., inseridas na coleção do Teatro Nacional, da Editora Talmagráfica - Rio de Janeiro, DIVA, UM CAPIAU NA SOCIETY, A TRADICIONAL FAMÍLIA MINEIRA, O CACHECOL AZUL, ZÉ DO PINHO, O TRAPACEIRO, entre outras. Escreveu especialmente para Procópio Ferreira, TRÊS DIAS SEM DEUS, que o saudoso e genial ator incorporou ao seu repertório e encenou por todo o Brasil.
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